Curar é diferente de remendar.
Quem cura a própria alma aprendeu a falar com tranquilidade sobre as suas dores. Aprendeu a escutar, com consciência, o que o mundo está dizendo sem dizer.
Faz isso sem lamento, sem remendo e sem melindre, suportando com firmeza as ondas densas das emoções descabidas.
Iemanjá protege!
O ego ferido está sempre fugindo, negligenciando ou reagindo, porque não suporta aquilo que faz a dor voltar. E, por medo, sem perceber, retorna sempre ao mesmo lugar: às fatalidades, às circunstâncias, às obsessões espirituais e aos dramas intermináveis, onde a culpa parece ser sempre o destino certo.
O curador consciente aprendeu a ser um escutador diligente. Aprendeu a escutar as próprias dores e também as dores do mundo, pois, no fundo, sabe: são correntezas levando à mesma praia.
A praia da cura.
O curador da alma aprendeu a ser um observador presente. Navegando em mar revolto ou em calmaria, aprendeu a sentir o vento apontando para o porto seguro da consciência desperta.
A Mãe dos Navegantes direciona!
O curador consciente não busca curar outrem. Apenas navega com atenção e diligência, tanto nas águas rasas das picuinhas do dia a dia quanto nos mergulhos em oceanos de dores mais profundas.
As correntes de Axé do oceano cósmico direcionam!
Ninguém cura ninguém.
Quem cura é Oxalá.
E quem protege cada passo são os guardiões, também guiados pelos Orixás.
A cura espiritual não está na fuga de situações difíceis ou desconfortáveis. Ela reside no confronto com a vaidade, onde a ilusão perde força quando encontra a verdade.
A verdade é uma só.
Oxalá cura.
Curadores de Oxalá
Axé, Paz e Bem.
Recebido espiritualmente por Diego Roque, em 25/09/2026, na praia de Santos.

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